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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Prefeitura e Estado não comparecem em audiência pública sobre o Rodoanel


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Prefeitura de São Paulo quer alterar o traçado do Trecho Norte do Rodoanel

Município pede a exclusão do acesso da Inajar de Souza, além de mudanças no entorno de oito parques, incluindo a construção de túnel


Renato Machado - O Estado de S.Paulo
A Prefeitura de São Paulo quer promover mudanças no projeto do Trecho Norte do Rodoanel - de responsabilidade da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa ligada ao governo do Estado. As principais são alterações no traçado de alguns trechos que invadem parques municipais e a exclusão do acesso à futura rodovia pela Avenida Inajar de Souza, na zona norte da capital.
Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE
Impacto. Comerciantes acreditam que mudança vai prejudicar investimentos na Inajar de Souza
As solicitações estão previstas no parecer do Município sobre o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) do Trecho Norte. A reportagem do Estado teve acesso ao documento, protocolado nos órgãos responsáveis nesta semana. A palavra final sobre possíveis mudanças será dada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (veja mais informações abaixo).
O documento prevê a exclusão do acesso da Inajar de Souza para o Rodoanel. O argumento é que a ligação prejudicaria a urbanização da região e também iria impactar o trânsito da Marginal do Tietê - e, como consequência, de toda a cidade. "Não queremos que o Trecho Norte do Rodoanel faça o papel de nova avenida da cidade. O Rodoanel deve retirar o máximo de trânsito possível da Região Metropolitana", informou o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que ressalta a importância econômica, social e ambiental da obra.
A possibilidade de não haver mais o trevo na Inajar de Souza frustrou moradores e comerciantes. "Seria muito bom porque ajudaria a valorizar a nossa região, atrairia mais investimentos", diz o empresário Adaílton Duarte Barbosa dos Santos, conhecido como Salvador, que tem uma assistência técnica de eletroeletrônicos. Por outro lado, ele teme que sua residência, no Jardim Peri, seja desapropriada. "Ninguém do governo veio aqui e detalhou quais áreas serão desapropriadas. Todo mundo está inseguro."
Parques. Outro ponto-chave do parecer são solicitações de mudanças em determinados trechos do traçado ou no método construtivo empregado para que o Rodoanel não atravesse e cause impactos em parques municipais - já existentes ou em projeto. Pelo menos oito deles foram listados como atingidos de alguma forma pela rodovia.
No Parque Linear do Córrego do Bispo (em licitação), por exemplo, a Prefeitura pede que seja feito um túnel ao longo do terreno. A avaliação é que o viaduto previsto cause grande impacto e descaracterize o vale da "Fazendinha" - haveria supressão de vegetação e o ruído dos veículos causaria desconforto aos frequentadores.
Na maior parte das justificativas para as mudanças, o Município argumenta que os parques não foram considerados na elaboração do Eia/Rima. Pede-se que haja soluções para reforçar o "efeito barreira", contra a ocupação desordenada. "O que pedimos em relação aos parques é um refinamento do traçado", disse o secretário Eduardo Jorge. Outro pedido da Prefeitura é para que os parques previstos na compensação ambiental sejam construídos ao mesmo tempo em que o próprio Rodoanel e não após, como foi no Trecho Sul.
O documento também solicita que a remoção da população não englobe apenas quem vive na faixa de domínio ou em áreas necessárias para a obra, mas também os ocupantes de áreas de proteção ambiental. "Queremos garantia de que a população que será afetada tenha oportunidade de ficar na capital, de preferência na região norte, e evitar que aconteça migração para Caieiras e Mairiporã, afetando áreas frágeis e de risco", diz o secretário.
PONTOS-CHAVE


O trecho mais polêmico


TraçadoHavia três opções: perto da capital, intermediário e mais afastado (cortando a Serra da Cantareira).
DisputasDefinido o traçado intermediário, teve início uma disputa com os municípios, que brigam para não precisar deslocar escolas e parques.
LicitaçãoPassados esses processos, o governo espera lançar o edital até junho e começar as obras neste ano.
COMO FUNCIONA

AS ETAPAS PARA A LIBERAÇÃO AMBIENTAL E O INÍCIO DAS OBRAS


EIA/Rima
O empreendedor realiza o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da obra
2
Audiências
O EIA/Rima é discutido em audiências públicas nos municípios por onde passa a rodovia

Parecer
Os municípios - no caso São Paulo, Guarulhos e Arujá - dão seu parecer sobre o EIA/Rima
4
Consema 
O Conselho Estadual do Meio Ambiente analisa os pareceres e aprova o licenciamento

Licitação
Com a licença ambiental, o empreendedor - no caso, a Dersa - pode lançar o edital para a obra

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Motoristas fazem protesto no terminal Vila Nova Cachoeirinha

Briga entre motorista e fiscal da SPTrans deu início a protesto, diz sindicato.
Motorista foi detido e o ônibus, lacrado e apreendido, na Zona Norte.









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