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domingo, 30 de dezembro de 2012

Haddad aponta o combate à pobreza como o maior desafio de SP

LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO

Em setembro, quando fazia campanha na favela Peri Alto, na zona norte da capital paulista, o então candidato Fernando Haddad (PT) foi levado por Pedro dos Santos, 10, até um campinho de futebol. O menino pedia gramado e uma arquibancada.

No caminho até o campo, Haddad e Pedro passaram por montanhas de lixo e atravessaram um rio de esgoto a céu aberto. Avistaram palafitas de madeira, onde moradores vivem sem água e rede de energia elétrica. Cruzaram com ratos, moscas e baratas.

Passada a eleição, Haddad reconheceu a assessores que a favela do menino Pedro foi o pior lugar da cidade que visitou durante a campanha.
Lalo de Almeida/Folhapress
Corrego funciona como esgoto dos barracos de madeira do Jardim Peri Alto, na zona norte de Sao Paulo
Corrego funciona como esgoto dos barracos de madeira do Jardim Peri Alto, na zona norte de Sao Paulo

E essa favela representa um dos maiores desafios que o futuro prefeito terá que enfrentar: o combate à pobreza na maior metrópole do país.

Em discurso após a vitória, ele afirmou que seu objetivo central era "derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica e a cidade pobre".

Dados do Censo 2010, do IBGE, mostram que 14,5% dos paulistanos --cerca de 1,5 milhão de habitantes-- são pobres (renda de até R$ 225 mensais per capita).

Mais de 245 mil residências não têm abastecimento de esgoto totalmente adequado e 283 mil pessoas com mais de 15 anos não sabem escrever.

As áreas periféricas da cidade, mais pobres, são as que tradicionalmente dão mais votos ao PT. Neste ano, não fugiram à regra. A zona onde fica o Peri Alto foi uma das que deram vitória a Haddad.

Segundo os dados mais recentes da prefeitura, havia 1.500 imóveis na favela em 2008. Apenas 20% contavam com água e rede elétrica.

Também não havia esgotamento sanitário e só 10% do território tinha iluminação pública e coleta de lixo.

A maior parte das casas é de madeira, e a iluminação vem por meio de ligações clandestinas. A falta de água é contornada com baldes.

"Aqui é o pior lugar que existe. Só pela misericórdia de Deus", disse Robson Bezerra, 23, desempregado, que tenta vender seu barraco por R$ 5.000 para sair dali.

Diariamente, ele vai à rua principal para encher cerca de 15 baldes de água, que usa para tomar banho e cozinhar.

As enchentes são outro problema. As casas que mais sofrem são as palafitas, construções com alicerces de madeira feitas sobre o córrego do Bispo.

"Todas as minhas coisas caíram no rio. Estou morando em meia casa", disse Valdemir Silva, 55, cujo barraco desmoronou pela metade riacho adentro em uma cheia no início deste mês.

Haddad já disse que sua prioridade na tentativa de reduzir a desigualdade social será a melhoria da qualidade dos serviços da prefeitura, principalmente saúde, transporte, educação e habitação.

No dia em que fez campanha no Peri Alto, o foco ficou nessa última área. Ele prometeu beneficiar 55 mil famílias com novas moradias e 70 mil com urbanização de favelas.
A assessoria de Haddad disse que as ações específicas para o Peri Alto serão desenvolvidas na nova gestão.

A gestão atual disse que intervenções na área estão previstas no Plano Municipal de Habitação para o período entre 2016 e 2020. Informou ainda que os córregos da área recebem limpeza a cada 45 dias.

Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo

sábado, 29 de dezembro de 2012

Duas pessoas morrem em ataques na Zona Norte

Outras seis foram baleadas na região de Vila Brasilândia. Criminosos em motos atiraram nas vítimas e fugiram.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jovem é baleado e morto na frente de pizzaria na Vila Nova Cachoeirinha

Crime aconteceu na noite de terça-feira. 
 Vítima, de 22 anos, trabalhava em dois empregos.

Do G1 São Paulo

Um jovem de 22 anos morreu baleado na frente de uma pizzaria na região da Vila Nova Cachoerinha, na Zona Norte de São Paulo, na noite desta terça-feira (11). Fabrício Kretlen tinha dois empregos. Durante o dia, ele trabalhava em uma empresa de telefonia em Jundiaí, no interior de paulista; à noite, ele trabalhava na pizzaria da família.

A pizzaria, na Rua Joaquim Afonso de Sousa, fica perto da casa de Fabrício. Como tinha machucado a perna em um acidente, ele ia para um pronto-socorro, mas, antes de entrar no carro, ele levou dois tiros.

Segundo relato de uma testemunha, que não foi identificada por questões de segurança, o criminoso não disse nada antes de atirar. “Atravessou a rua, não falou se era assalto. Só atirou”, disse.

O assaltante não levou nada dos rapazes e fugiu em um carro prata, dirigido por um comparsa. O caso foi registrado no 13º Distrito Policial, na Casa Verde.
Matéria publicada originalmente no Portal G1 SP

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Serviço de péssima qualidade, na faixa de pedestres da avenida Jerônimo de Andrade

Cruzamento das avenidas Jerônimo de Andrade com Inajar de Souza - V.N.Cachoeirinha

A pintura destas faixas foram feitas por volta do dia 21/11, já alertamos neste blog -você pode ler clicando aqui- sobre a péssima qualidade do serviço. Com menos de um mês está totalmente apagada, continuando o risco de acidente ao pedestre que atravessa por ali.

Continuamos de olho!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Rodoanel: moradores criticam obras do Trecho Norte



A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal promoveu nesta quarta-feira um debate sobre os impactos do Rodoanel na cidade de São Paulo, tanto os trechos já inaugurados quanto os futuros. Moradores da Zona Norte, presentes na reunião, criticaram a maneira como as obras do Trecho Norte estão sendo conduzidas.

O engenheiro Mauro Victor, conselheiro do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental e morador da Zona Norte, questionou se o licenciamento ambiental da obra foi feito de maneira correta. Segundo ele, o parecer emitido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) foi “leniente, submetido aos interesses do Governo do Estado”.

O chefe de gabinete da SVMA, Carlos Fortner, rebateu a crítica, realizando a entrega de análises de diversos departamentos da pasta sobre o Trecho Norte. Ele reconheceu que a obra traz impactos à região, porém afirmou que ela serve como barreira à pressão do crescimento urbano. “Ainda que se perdessem alguns trechos de mata, entendemos que era importante, senão haveria impacto maior na Serra da Cantareira ou municípios vizinhos”, argumentou.

Os moradores da Zona Norte também questionaram se o empreendimento está de acordo com o Plano Diretor da cidade, argumentando que o traçado proposto estaria a 12 quilômetros do centro da capital, enquanto a legislação exige uma distância de no mínimo 20. Marcelo Aguirre, representante da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) na reunião, defendeu que o empreendimento está previsto no Plano e, mais do que isso, que ele “está de acordo com a Lei de Uso e Ocupação do Solo”.

Aguirre também afirmou que os problemas apontados inicialmente pela SVMA foram corrigidos, e que, na proposta atual, o Trecho Norte do Rodoanel não irá afetar nem as áreas de mananciais nem o Parque da Cantareira. “O processo foi se ajustando dentro da possibilidade de implantação com menores impactos ambientais, mas a intervenção é dinâmica, ela vai sendo melhorada mesmo depois da obra, na operação”, observou.

Mauro Victor contestou a Dersa, e ele e Aguirre também discutiram quanto às investigações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre os impactos do projeto. Enquanto o representante da Dersa afirmou que isso já foi resolvido, Victor ressaltou que ainda está sendo avaliado o financiamento do banco para as obras, uma vez que uma condição essencial é que não haja violações de reserva de biosfera.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Gilberto Natalini (PV), reconheceu que os questionamentos da sociedade civil quanto ao Trecho Norte do Rodoanel parecem proceder, e que diversos pontos ainda devem ser discutidos.

Sobre a adequação do projeto à legislação, ele disse: “Há por um lado as leis, e por outro a necessidade objetiva de desafogar o trânsito na cidade de São Paulo. Por isso esse debate tem que ser trazido à Câmara, para que se discuta o aspecto legal, e as obras sejam realizadas de maneira a atrapalhar o mínimo possível a vida das pessoas”.

Fonte: Portal da CMSP

Nota do blog:

Vale salientar que, durante a reunião, o representante da DERSA (Marcelo Aguirre) garantiu que não haverá mais acesso a avenida Inajar de Souza.

Praça na Vila Rica ganha iluminação


A praça localizada na Av. Róssio do Carmo ganhou iluminação nesta terça-feira (04/12), graças a uma indicação do Vereador Gilberto Natalini (PV) a quem agradecemos em nome da comunidade.

Parece pouco e com certeza não resolverá todos os problemas da região, mas a simples sensação de segurança de quem mora ou circula pelo local é importante.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poíbido jogar lixo/entulho

Em frente a CEI Vila Rica, na Rua Cedro Branco - Vila Rica
Como se na placa estivesse escrito "Jogue seu lixo/entulho aqui", nem mesmo o valor da multa amedronta a falta de cidadania e educação.

No mais a imagem fala por si, sem comentários!


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Colisão sem vítimas mobiliza Polícia Militar na Inajar de Souza


Veículo Santana trafegava pela av. Inajar de Souza -altura do nº 4750, sentido bairro- por volta das 10,00 horas desta manhã, o motorista teria perdido o controle e colidiu com outros dois veículos estacionados no local. Após colidir na traseira do Gol vermelho, rodou e ficou na contra-mão.

Chamou mais atenção o número de viaturas da Polícia Militar presentes (04) do que o acidente em si.


Clique nas imagens para ampliar!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Finalmente lembraram da faixa de pedestres na avenida Jerônimo de Andrade

Atualizado em 24/11/2012 às 8,30

Esquina das avenidas Inajar de Souza x Jerônimo de Andrade - Vila Nova Cachoeirinha
Após algum tempo de demanda, finalmente a CET atendeu nossa solicitação e pintou a faixa de pedestres. Deveríamos estar comemorando, não fosse a péssima qualidade do serviço. Normalmente estas faixas são pintadas com uma camada de massa mais grossa, aqui simplesmente deram uma demão de tinta tão fina que de ontem para hoje já está sumindo.

Serviço típico de final de mandato!

Leia matéria anterior, clicando aqui!

Atualização:

Compare a qualidade do serviço entre a pintura antiga e a nova pintada há 3 dias.
Pintura antiga (imagem de fundo) está na pista sentido centro e a nova (destaque) sentido bairro

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Uma noite no velório do cemitério da Vila Nova Cachoeirinha

A perda de um ente querido sempre nos traz muita tristeza, apesar de conhecermos nosso destino quando chega a hora é difícil aceitar, é uma dor que só o tempo é capaz de curar.

Na noite de segunda-feira (12/11) passei por esta triste experiência com o falecimento de minha sogra, após uma luta de mais de dois anos pela vida foi vencida pelo destino, é com muita tristeza que relato aqui a situação vergonhosa e constrangedora que somos obrigados a nos submeter numa hora triste como esta.

Ao chegar ao velório nossa primeira abordagem é por flanelinhas que agem a vontade nas imediações, jovens sem o mínimo respeito pelos visitantes que com discussões e palavras de baixo calão entre eles tentam intimidar quem por ali  chega com a finalidade de conseguir uma "moedinha" como dizem.

Encontrei na entrada principal um grupo de cães circulando entre as pessoas, contei pelo menos uma meia duzia deles. Provavelmente abandonados por irresponsáveis e com a negligência do Centro de Controle de  Zoonoses moram por ali disputando sobras de alimentos que os mantém.

Cães dormem na entrada do velório no cemitério de Vila Nova Cachoeirinha
Com a chegada da madrugada o movimento vai diminuindo, eles invadem o interior do velório e circulam livremente pelos corredores, começam os constrangimentos e desrespeitos aos que já sofrem com a perda de um ente querido.

Cão urinando ao lado da porta de uma das salas, como se estivesse marcando território
Depois defeca no local
Saindo do banheiro masculino
Sentindo-se em casa
De acordo com matéria publicada no site da Subprefeitura Casa Verde, em 30/09/2010 e anunciado solenemente em plenário pelo vereador que se diz representar nossa região, um convênio com o Serviço Funerário estariam acontecendo obras de revitalização no cemitério. As imagens abaixo mostram a real situação do velório -dois anos depois- com vidros quebrados ou perfurados por pedras ou tiros, rachaduras no teto e parede, infiltração na parede do banheiro masculino, falta de fechaduras em todas as portas dos banheiros:

Sala C, rachaduras na parede e teto que cruza o corredor até a sala em frente e vidros quebrados/perfurados

Infiltração na parede do banheiro masculino, causando mal cheiro no corredor
Passamos a noite sem encontrar um funcionário sequer em seu posto de trabalho, ou seja, eram dois -um na administração e outro na limpeza- que começaram o expediente às 22,00 e terminaram às 6,00 horas. Por volta das quatro horas apareceu a funcionária da limpeza para varrer, passar um pano molhado pelo piso do local e retirar o lixo acumulado, em seguida acendeu-se a luz da sala de administração e o segredo foi desvendado, ambos dormiram durante a noite toda deixando suas funções as moscas. Somente apareceram para dar uma garibada em suas tarefas e repassar as funções aos sucessores que apareceram para assumir seus cargos por volta das 6,00 horas.

Para finalizar não poderia deixar de citar aqui um acontecimento que deixou todos os presentes no sepultamento revoltados. Ao lado do túmulo em que seria depositado o corpo dois cães disputavam bravamente um osso humano encontrado em meio a terra que cobrira o caixão. Uma cena chocante para quem confia os restos mortais de um familiar a uma instituição que nem ao menos se importa com o bem estar das pessoas em um momento tão triste. Não registrei em foto levado pela emoção do momento.

Só para lembrar aos mais desatentos, este não é um serviço gratuito e custa caro. Mesmo que fosse "gratuito" trata-se de dinheiro público e pago por nós em forma de impostos, quando tomamos um copo de água ou um simples cafezinho.

domingo, 4 de novembro de 2012

PM é morta na frente da filha na Brasilândia


MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO

Uma soldado da Polícia Militar foi morta a tiros na frente da filha de 9 anos, na Vila Serralheiro, zona norte de São Paulo, por volta das 21h de sábado (3).

Segundo a PM, a policial estava à paisana e chegava em casa, acompanhada da filha, quando foi retirada a força do carro. Os criminosos dispararam ao menos nove tiros contra a militar e fugiram.

A filha começou a gritar pedindo socorro e vizinhos levaram a policial ao Hospital Geral de Vila Penteado. Segundo a PM, a soldado morreu a caminho do hospital.

A policial estava há mais de dez anos na polícia e trabalhava na área administrativa do 18º batalhão.

O caso foi registrado no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado.
Eduardo Anizelli/Folhapress

Policiais fazem perícia na frente da casa de uma PM morta a tiros diante da filha na Vila Serralheiro, zona norte de SP
Policiais fazem perícia na frente da casa de uma PM morta a tiros na Vila Serralheiro, zona norte de SP

Matéria publicada originalmente no Jornal Folha de S.Paulo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Trecho detonado da calçada na Av. Inajar de Souza


Há mais de 15 anos a calçada da Av. Inajar de Souza, entre as ruas Itupava e Ouvidio José Antonio de Santana - sentido centro, está em situação lamentável.

A responsabilidade da manutenção é da Subprefeitura Freguesia/Brasilândia.

Leia matéria publicada no blog em 22/08/2012: 
Calçada na avenida Inajar de Souza continua em situação precária

Resposta da Subprefeitura Casa Verde/Cachoeirinha

Abaixo a resposta da Subprefeitura Casa Verde/Cachoeirinha sobre nossa solicitação no SAC, que levou o número: 10974663 de 22/08/2012: Solicitação Cancelada

Clique na imagem para ampliar

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Aposentada perde visão após escorregar em santinhos no Jardim Peri


Rafael Italiani
do Agora
A aposentada Josefa Pereira da Silva, 64 anos, perdeu a visão do olho direito após escorregar em santinhos de candidatos jogados na calçada de uma escola no Jardim Peri (zona norte de São Paulo), na manhã do último dia 7.
O acidente aconteceu por volta das 8h. Josefa caiu de rosto no chão e, de acordo com familiares, teve deslocamento da retina.
A aposentada, que sofre de depressão, hipertensão e diabetes, estava acompanhada da neta, a estudante Liliane Angelo Martins, 17 anos.
"Na hora em que ela caiu, percebi que estava saindo um líquido branco do olho e sangrando", diz.
Ambas já tinham votado na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Zilka Salaberry de Carvalho.
Resposta
O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) afirmou que "não é um órgão fiscalizador" e que a responsabilidade por esse trabalho é da polícia.
O tribunal disse não ter recebido representação em relação ao crime eleitoral de boca de urna no entorno da escola.
A PM não comentou o caso da aposentada. Disse que 50 mil policiais trabalharam no dia 7 e que 261 pessoas foram presas em flagrante por crimes eleitorais no Estado.
A prefeitura informou que o acidente ocorreu às 8h, horário em que se iniciava o trabalho de limpeza nas ruas.
A administração lamentou o ocorrido e disse que recolheu cerca de 500 t de sujeira eleitoral naquele dia.
A Secretaria da Saúde disse que a idosa foi transferida para a Santa Casa porque o local "é referência para atendimento de alta complexidade e casos de oftalmologia".
A Santa Casa disse que irá analisar o caso e que responderia depois.
  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça, 23 de outubro, nas bancas

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Trio é preso após invadir casa e fazer família refém

RICARDO VALOTA - Agência Estado
Três assaltantes foram presos pela Polícia Militar, por volta das 21h30 desta segunda-feira (15), após invadirem uma casa, manterem uma família refém e fugirem com vários objetos na região do Mandaqui, zona norte da capital paulista.
Um comerciante, dono de um mercado, voltava do trabalho quando teve o veículo, um Ford EcoSport preto, cercado por quatro homens na porta de casa, na Rua Rozo Lagoa, na Vila Basileia. Dominado, o proprietário da casa foi obrigado e abrir a residência aos criminosos. Dentro do imóvel, o grupo dominou também a mulher do comerciante e uma universitária, filha do casal. Todos foram trancados no banheiro. Depois de 20 minutos, a quadrilha deixou o local no carro da família, levando diversos eletroeletrônicos, entre eles três TVs, três aparelhos de DVD, um iPhone e dois notebooks.
Em alta velocidade pelas ruas da Vila Nova Cachoeirinha, o veículo ocupado pelos bandidos levantou suspeita em policiais da Força Tática do 9º Batalhão, que iniciaram a perseguição. O grupo teve que parar o veículo na Odassi Nazzali após o criminoso que estava ao volante subir na calçada e atingir uma barra de ferro de contenção.
Os quatro homens correram, mas apenas um, o que estava armado, conseguiu escapar. Os demais, Maurício Henrique dos Santos, de 18 anos; Cristiano Pinheiro dos Santos, de 32; e Emerson de Oliveira, 27, foram detidos e autuados em flagrante no 72º Distrito Policial, de Vila Penteado. Segundo a PM, Cristiano tem três passagens pela polícia por roubo. Os demais não apresentam antecedente criminal.
Matéria publicada originalmente no Estadão.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pronto-socorro infantil do Hospital Geral de Vila Penteado só funciona às quartas e quintas

DO "AGORA"

Por falta de médicos, o pronto-socorro infantil do Hospital Estadual Geral de Vila Penteado, na Freguesia do Ó (zona norte de São Paulo), só atende às quartas e quintas-feiras. Nos demais dias, os pais que procuram atendimento para seus filhos no local encontram a unidade com as portas fechadas.


Além das quartas e quintas, o pronto-socorro abre às sextas-feiras, mas apenas a cada 14 dias. Não há médicos suficientes para preencher a escala de plantonistas para os sete dias da semana.

A situação contraria resolução do Conselho Federal de Medicina que determina que prontos-socorros, públicos ou privados, fiquem à disposição da população e funcionando sem interrupções.

O hospital passou a fechar as portas do PS infantil na maior parte dos dias desde janeiro, quando a falta de médico --problema que ocorre há dois anos-- piorou.

"Os médicos vêm pedindo demissão por problemas como baixo salário, falta de condições de trabalho e até agressão de pacientes e familiares", afirmou um funcionário da unidade. "Nesse ano, houve uma debandada de demissionários", comenta outra funcionária.

Ela diz que nem às quartas e quintas-feiras, o número de médicos é suficiente. "Deveria haver pelo menos dois médicos, mas só um profissional atende, das 7h às 19h."

A dona de casa Maria do Socorro dos Santos, 40, diz que "há anos" não leva mais seus filhos, de 5, 7 e 9 anos, à unidade. "Vou em UBS, AMA e outros hospitais, atrás de médico para eles", afirma.

Segundo os pais, não adianta recorrer ao PS adulto. "Médicos de adultos não atendem crianças", avisa um funcionário da recepção.
Robson Ventura/Folhapress

CACHOEIRINHA

O Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha (zona norte) também enfrenta falta de médicos. Ontem à tarde, não havia clínico-geral para adultos no pronto-socorro, segundo funcionários.

"Quem chegou hoje de manhã, entre as 7h e as 11h, conseguiu atendimento. Os últimos estão sendo atendidos agora", afirmou um funcionário, às 14h45.

Segundo os funcionários, o PS deveria contar com três médicos, mas não havia nenhum, naquele momento. Segundo o Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), o salário-base inicial pago pelo Estado é de R$ 645.

Matéria publicada originalmente no Jornal Folha de S.Paulo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pra que serve um vereador?

Este ano é preciso escolher um, então melhor pensar em como ele pode ajudá-lo

por César Cerqueira
Editora Globo
Créditos: Sendi Morais e O Silva
É ano bissexto, de Olimpíadas e de que mais mesmo? Ah, sim, eleições municipais. Isso significa que em 7 de outubro, além do prefeito você terá que escolher um vereador para uma das 57.429 cadeiras disponíveis nas câmaras dos municípios do Brasil. Mas se o prefeito e seus secretários planejam e coordenam toda a administração da cidade, o que sobra ao vereador, esse cargo que em 2012 será disputado por cerca de 440 mil pessoas? (Há mais candidatos a vereador do que a soma de budistas e judeus no Brasil segundo o Censo de 2010.)

A Constituição de 1988 ajudou a definir a função desses políticos, apontando suas competências genéricas. Segundo a Carta, as principais são legislar e fiscalizar. As leis que eles redigem e aprovam não podem contrariar as das esferas superiores (estadual e federal), mas podem regulamentar algumas coisas importantes, como restrições a fumo em locais fechados e regras para venda de carne moída. Mas outras nem tanto, como o nome novo daquela rua que você nem sabe que existe. Na área de fiscalização, cabe a eles acompanhar gastos do município, avaliar ações do prefeito e cobrar transparência. Além disso, eles devem atuar como administradores das próprias Câmaras, e às vezes até como juízes, ao processar e julgar o prefeito e os próprios colegas em caso de irregularidades. Isso é o que diz a lei.


No dia a dia, porém, a atividade que toma mais tempo dos vereadores é o atendimento de pedidos de indivíduos, comunidades e outros grupos de eleitores. Sabe aquelas faixas que dizem “Obrigado vereador Fulano por trazer o asfalto à comunidade da Vila Ribeirinha”? Pode ser asfalto, mas também pode ser emprego, remédio, óculos, dinheiro para pagar contas, material de construção. Ou seja, atender a demandas específicas e imediatas, sejam individuais ou coletivas. Isso é o que a maioria dos vereadores tenta fazer — até porque é justamente isso que os eleitores esperam dele.

Uma pesquisa publicada pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) em 2009 mostra como um vereador da zona oeste do Rio construiu sua fama a partir da manutenção de “centros sociais” privados, com 80 funcionários cada um, que ofereciam desde cursos de lambaeróbica até consultas médicas e jurídicas. O Brasil está cheio de exemplos assim. E como essas atividades não estão proibidas em lei — ao menos fora do período eleitoral —, é complicado dizer se isso é certo ou errado.


“Medir o clientelismo, a troca de benefícios entre pessoas com diferentes níveis de poder, é muito difícil. A fronteira ética neste caso é muito borrada, porque por mais que isso possa ter uma conotação negativa, o vereador é importante como canal para resolver problemas pontuais da população”, diz Felix Lopez, cientista político do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele lembra que, afinal, esse é o representante político mais acessível ao cidadão comum.
“A maioria dos eleitores acha inadequado o vereador dizer: ‘Meu papel é legislar e fiscalizar e não vou fazer isso que você está pedindo’”, afirma Lopez, co-autor de um estudo que analisou em detalhes a rotina de vereadores de 12 cidades de Minas Gerais. Quando questionados sobre o que era mais importante em seu trabalho, 60% deles responderam que era “atender a pedidos individuais ou coletivos de eleitores” (veja à direita). Não por acaso, 44% deles disseram que essa era a atividade que mais ocupa seu tempo de trabalho.

No estudo, os autores apontam 3 fatores que ajudam a explicar esse perfil assistencialista do vereador. Um deles é a natureza quase amadora da gestão municipal brasileira, baseada em redes de contato pessoal. Outro seria o tamanho relativamente pequeno dos municípios do país — nos 89% com menos de 50 mil habitantes, não existe mesmo tanta coisa sobre o que legislar. Inclusive, a maior parte das câmaras nessas cidades só tem uma ou duas sessões por semana. A última explicação seria o poder reduzido desses políticos: questões importantes, como a definição do orçamento, acabam na mão dos prefeitos.


Para compensar e mostrar serviço na Câmara, os vereadores acabam sugerindo e aprovando um grande volume de leis que pouco ajudam a vida do cidadão. Uma análise dos 1.148 projetos aprovados na atual legislatura pelos vereadores de São Paulo, por exemplo, mostra que 63% deles servem apenas para mudar a denominação de ruas e logradouros ou criar datas comemorativas e homenagens.

Apesar de não afetar em nada a vida dos paulistanos — ou quem sabe até piorar a vida de quem tenta se localizar na metrópole —, isso é coisa séria na Câmara da cidade. Lá existem pelo menos 7 modalidades de honrarias: medalha Anchieta, diploma de gratidão, título de cidadão, medalha Tiradentes, diploma de reconhecimento, Salva de Prata e medalha civil municipal. Lembrando que essas homenagens também são muito úteis à manutenção de apoios políticos. Se você acha tudo isso um grande desperdício de dinheiro público, talvez seja melhor começar a pesquisar e escolher muito bem quem vai levar o seu voto de 5 dígitos.

Matéria publicada originalmente na Revista Galileu

sábado, 22 de setembro de 2012

Subprefeitura Casa Verde/Cachoeirinha retira mesa e bancos quebrados no Largo do Japonês

Praça Manuel da Costa Negreiros (Largo do Japonês)
Em 17/08, com atualização em 19/09, publicamos matéria que mostrava o abandono e a falta de manutenção no Largo do Japonês - você pode ler clicando aqui! -.

Após interferência do Portal Terra, através da coluna VC Repórter, a Subprefeitura prometeu enviar uma equipe para reparos até o final da semana.

Infelizmente a solução mais prática encontrada foi a retirada da mesa e os bancos avariados, fica aqui o nosso protesto.

Apesar da promessa de estudo de um projeto para revitalização e manutenção da praça, conforme matéria do Portal Terra, esperamos que a mesa e os bancos sejam repostos com a maior brevidade possível.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Vereador Claudinho (PSDB) dá coquetel pago pela Saúde

A sessão solene em homenagem aos 40 anos de fundação do Hospital e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, realizada na noite de anteontem na Câmara Municipal, teve direito a coquetel pago pela Prefeitura. Contrariando as regras da Casa, que proíbe o uso de verba pública em eventos promovidos por vereadores, a Secretaria Municipal da Saúde contratou, sem licitação, um bufê para servir salgadinhos, sanduíches de metro e sucos para 200 pessoas. O gasto, de R$ 3,5 mil, foi divulgado no Diário Oficial da Cidade.
O bufê escolhido pela pasta foi o Don Marchê, que já é responsável pelo fornecimento de refeições no hospital, que fica na zona norte. No evento, 11 funcionários foram homenageados com salvas de prata - bandejas que custam cerca de R$ 300 cada. Na lista estava o diretor do departamento técnico, Pedro Alexandre, que classificou a maternidade como a maior da área pública.
A iniciativa foi do vereador Claudinho (PSDB) e teve a aprovação dos demais parlamentares. Na sessão, ele ressaltou que teve uma filha e um neto nascidos na unidade. "Ela é uma referência para a área da saúde. Minha filha nasceu lá, por causa de pressão alta, porque a especialidade da maternidade é realizar partos de risco. Além disso, muitas pré-adolescentes que engravidam de forma irresponsável acabam sustentando a gravidez graças ao auxílio do hospital."
Procurado pelo Estado para falar sobre o uso de verba pública em um evento particular, Claudinho não quis comentar. A Assessoria de Imprensa do vereador informou que cabe ao homenageado fazer ou não a festa. "A Câmara, o gabinete ou o vereador não são responsáveis pelos custos de coquetel."
Em nota, a pasta da Saúde informou que "vai verificar a realização do coquetel" a pedido do secretário, Januário Montone. A pasta disse que tem dotação orçamentária para a realização de eventos, dentro do que determina a lei e de acordo com o planejamento aprovado no Legislativo./ADRIANA FERRAZ e DIEGO ZANCHETTA

Matéria publicada originalmente no Jornal Estadão.com.br

Menina de 12 anos fica quatro dias com pedaço de vidro dentro do braço

Pais da estudante alegam que houve negligência médica, pois ela passou por dois hospitais públicos que não fizeram os procedimentos corretos para retirar o caco.


Raio-x mostra caco de vidro dentro de braço do paciente
(Foto: Talis Maurício)

Maternidade sem médico paga coquetel na Câmara

Sem metade dos funcionários necessários desde o ano passado, o Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha (zona norte de São Paulo) pagou o coquetel da cerimônia em que recebeu uma homenagem da Câmara Municipal.
A festa custou R$ 3.520, duas vezes e meia o valor do salário inicial de um médico na rede municipal, que é de R$ 1.273, de acordo com o Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo).
A homenagem aconteceu anteontem à noite. O diretor técnico do hospital, Pedro Alexandre Federico Breuel, recebeu uma salva de prata (uma espécie de bandeja comemorativa) pelos 40 anos de fundação do hospital. A cerimônia foi indicação do vereador Claudinho de Sousa (PSDB), que tenta se reeleger.
  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta, 20 de setembro, nas bancas

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sessão solene homenageia Hospital e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha

Completando 40 anos de fundação, o Hospital Municipal e Maternidade Escola de Vila Nova Cachoerinha Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva (HMEC) foi homenageado nesta terça-feira na Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Claudinho de Sousa (PSDB).

Situado na zona norte do município de São Paulo, o hospital caracteriza-se pelo atendimento terciário nas várias áreas de saúde da mulher, especialmente na assistência às gestantes de alto risco e seus bebês, bem como nas especialidades da ginecologia, oncologia pélvica e mamária, planejamento familiar e atenção à mulher vítima de violência sexual.

“A maternidade Escola é hoje a maior maternidade pública não só da região norte, mas da cidade de São Paulo. Hoje nós estamos fazendo cerca de 700 partos por mês. Desses partos, 15% são de alto risco. Eu costumo dizer que, com escopo que ela tem, talvez seja a maior maternidade da América Latina”, disse o diretor do departamento técnico do hospital, médico Pedro Alexandre.

Durante o evento, foram homenageados ainda os funcionários da instituição Maria do Carmo da Silva Teixeira, Ione Zacariotti de Freitas, Placidina Maria de Siqueira, Pedro Alexandre Federico Breuel, Edemir de Freitas Candelária, Jandira Miadaira Rodrigues Emílio, José Carlos de Oliveira, Mirtes Medina Gomes Pinto Freddo, Vitor Hugo Waltric de Camargo, Carlos Alberto Pereira e Odileia Monica. “É uma honra receber este prêmio, estou muito feliz, jamais imaginei que um dia seria homenageada”, disse Maria do Carmo, auxiliar de enfermagem.

“A maternidade Cachoeirinha, como é conhecida, é uma referência na área da saúde. Eu tenho uma filha e um neto que nasceram lá. Minha filha por conta de pressão alta, porque a especialidade da maternidade é realizar partos de risco. Além disso, lá são atendidas muitas pré-adolescentes que engravidam de forma irresponsável e acabam sustentando a gravidez graças ao auxílio do hospital. Este hospital é uma referência não apenas para cidade, mas para o estado de São Paulo, e ganhou prêmios internacionais, inclusive”, disse o vereador Claudinho.

Fonte: Portal da CMSP

Nota do blog:

É uma pena que nem tudo seja festa na Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, como mostra a reportagem do Jornal Agora reproduzida aqui no blog -leia clicando aqui!- em 19 de julho deste ano. A homenagem é merecida pelos seus 40 anos e até mesmo os esforços de seus funcionários para manter a qualidade nos atendimentos.

Segundo a matéria do Jornal Agora, a unidade fechou o ano de 2011 com 973 profissionais a menos --precisava de 2021, mas só tinha 1.048.

Alecir Macedo - Integrante da Rede Adote um Vereador

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Na eleição, não leve gato por lebre


Antigo político que comandou o "curral eleitoral" na nossa região, Viviani Ferraz, por 12 anos e que esteve envolvido em escândalos na Câmara Municipal -quem conhece sua história sabe o que estou falando-.

Tentou emplacar sua candidatura em 2008 e foi rejeitado pelo eleitorado, perdendo seu poder na região para o vereador Claudinho que está em seu segundo mandato e disputa o terceiro.

Desta vez usando o nome de VIVIANI FERRAZ nas urnas estará seu filho Luiz Fernando Ricco Viviani Ferraz pelo PR, antigo PL do mensaleiro Valdemar da Costa Neto que está em julgamento pelo STF.

Não leve gato por lebre, pesquise bem e vote certo!

domingo, 16 de setembro de 2012

Algumas incoerências da política paulistana

A nomeação de Marta Suplicy, do PT de São Paulo, para o Ministério da Cultura chamou atenção para algumas das muitas distorções do processo político e eleitoral do Brasil.
A saída temporária dela do Senado abre espaço para seu suplente assumir o cargo. Você deve lembra, os candidatos a senador quando concorrem ao cargo têm dois suplentes, muitas vezes quem financia a campanha, um parente mais próximo ou alguém para compor um acordo político. Hoje, no Senado, parte das cadeiras é ocupada por estes senadores sem voto, que lembram os biônicos nomeados durante o Regime Militar.
No caso da chapa de Marta, o PT, para ter o apoio do PR de Waldemar da Costa Neto a candidatura de Aloysio Mercadante ao Governo do Estado, em 2010, cedeu a vaga de primeiro suplente para Antonio Carlos Rodrigues, vereador paulistano das antigas e ex-presidente da Câmara Municipal, casa que tocou com mão de ferro. Carlinhos, como é conhecido entre os parceiros, tem 60 dias para assumir o cargo no Senado, portanto pode seguir sua campanha à reeleição, garantir vaga na Câmara Municipal, e depois de levar o voto de parcela do eleitorado paulistano, pedir licença do cargo, fazer as malas e ir para Brasília.
Como as coligações partidárias não têm nenhuma coerência, a situação, neste caso, fica ainda mais complicada. Marta antes de deixar o Senado era relatora do projeto de lei que criminaliza a homofobia e defende a legalização do aborto e do casamento gay. Antonio Carlos Rodrigues, seu parceiro de chapa, tem o apoio de alas conservadoras da Igreja Católica, é contrário ao aborto e crítico de projetos como o que autoriza o casamento de homossexuais, a tal ponto que é taxado de homofóbico por ONGs que defendem os direitos dos gays.
Quer ver como as coisas podem ficar ainda mais complicadas? Se você ligar a televisão, hoje, vai perceber que no horário eleitoral obrigatório, Antonio Carlos Rodrigues, que virou senador graças aos votos de Marta do PT, aparece no programa de José Serra, do PSDB. Isto porque o presidente do PR Waldemar da Costa Neto, um dos réus do mensalão, decidiu apoiar o tucano, que, por sinal, tem feito críticas aos mensaleiros do PT.
Para dar um nó ainda maior na sua cabeça, veja a situação na campanha eleitoral em São Paulo: Haddad do PT critica Russomano do PRB, partido que apoia Dilma do PT, que é defendida por Chalita do PMDB, que diz ser próximo de Alckmin do PSDB, que apoia Serra, que está ao lado do PR, envolvido no Mensalão.
E depois de tudo isso você ainda quer que o eleitor seja coerente na hora de votar e eleger seus representantes para a prefeitura e para a Câmara Municipal.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Menino cai em escola e morre horas depois em hospital na Zona Norte de SP

Escola alega que ele engasgou, mas médicos constataram queda, que levou a parada cardiorrespiratória e a encaminhamento para UTI antes da morte.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Subprefeitura Freguesia/Brasilândia retira equipamentos perigosos da Praça Victório Finzetto

Mudas de ipês tomaram o lugar dos brinquedos quebrados na praça do Jd. Ceci

A Subprefeitura Freguesia/Brasilândia cumpriu, nossa demanda registrada no SAC sob nº  10951544 e publicada no blog em 09/08/2012. Com ajuda da coluna VC Repórter do Portal Terra, a quem agradecemos a colaboração.

Em matéria publicada no Portal Terra, coluna VC Repórter no dia 05/09, a Subprefeitura comprometeu-se em retirar os equipamentos que restavam na praça e plantar árvores no local:

Procurada pelo Terra, a subprefeitura da Freguesia/Brasilândia afirmou que, após a nova reclamação, retirou ontem os equipamentos restantes. O órgão também informou que irá plantar quatro ipês na manhã desta quarta-feira na praça.
Sobre aquisição de novos equipamentos, a subprefeitura alegou que o processo é demorado e não há previsão para a implantação dos aparelhos na praça.

Passamos pelo local, hoje, e registramos o cumprimento do compromisso, é uma pena que os brinquedos foram retirados, esperamos que muito em breve eles estejam instalados na praça.

Registrado!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Motorista de Camaro que matou 1 e feriu 3 na Inajar de Souza vai a júri

Jovem saía de casa noturna quando atingiu seis veículos em menos de 1h; exame clínico constatou embriaguez
EDISON VEIGA , RODRIGO BURGARELLI - O Estado de S.Paulo
O jovem Felipe de Lorena Infante Arenzon, acusado de ter matado uma pessoa, após uma série de batidas com seu Camaro de R$ 200 mil, será levado a júri popular. A sentença de pronúncia, do juiz José Augusto Nardy Marzagão, foi tomada na semana passada, mas não houve decretação de prisão por ora.
Em setembro do ano passado, com sinais de embriaguez, Arenzon dirigia seu Camaro quando atingiu seis veículos e deixou três feridos e um morto, em São Paulo. O jovem saía de uma casa noturna na Barra Funda, na zona oeste. Os acidentes começaram na Avenida Sumaré.
Ele bateu em quatro veículos e só parou após atingir mais dois na Avenida Inajar de Souza, na zona norte. Especialistas calcularam que ele trafegava a mais de 120 km por hora. Todos os acidentes aconteceram em menos de uma hora, em um trajeto de 8,5 km. Ele desceu do carro e ainda tentou fugir a pé, se escondendo em uma casa na região.
Entre as vítimas, estava o motorista Edson Roberto Rodrigues, que teve 90% do corpo queimado depois que sua Towner foi atingida e pegou fogo. Ele morreu depois de cinco dias na UTI. Arenzon, então com 19 anos, se negou a passar pelo teste de bafômetro. Exames clínicos posteriores teriam comprovado seu estado de embriaguez. Foi preso, mas pagou fiança de R$ 245 mil para responder ao processo em liberdade.
Na época dos acidentes, o delegado Marcos Flório Manarini, do 28.º DP (Freguesia do Ó), disse que Arenzon apresentava odor etílico, voz pastosa e dificuldade de se expressar. Depois disso, teve sua habilitação apreendida e está proibido de dirigir. Não pode frequentar danceterias, consumir bebida alcoólica nem sair de casa das 20 horas às 6 horas.
O Estado não conseguiu entrar em contato com seu advogado. Na época, sua defesa afirmou que o cliente passava por atendimento psiquiátrico, negou que ele estivesse embriagado e afirmou que estava em estado de choque após as batidas.

Relembre o caso:

Acidente causa transtorno na Avenida Inajar de Souza

Morre vítima de acidente na avenida Inajar de Souza (Zona Norte de SP)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Propaganda de candidato a prefeitura vira abrigo para moradores de rua na Inajar de Souza

Moradores de rua usam cartazes de Chalita como abrigo na Av. Inajar de Souza, altura da AMA Ladeira Rosa
Desde que a propaganda eleitoral foi liberada, propostas e mais propostas mirabolantes temos acompanhado no rádio e televisão no horário obrigatório, mas não gratuito porque somos nós que patrocinamos esta farra com nossos impostos, e nada vai de encontro aos reais interesses da cidade.

A cada dia surgem novas propostas de impacto, que chamam a atenção dos poucos expectadores que acompanham estes programas. São propostas criadas por publicitários especializados em marketing político e que cada vez mais pretendem vender a imagem de seu candidato como se fosse um simples pote de margarina. 

Nada apresentam de concreto no sentido de prestar o mínimo de assistência necessária para proteger pessoas como o casal que dorme (na foto acima),  usam os cartazes de propaganda de um candidato que talvez nem saibam quem é - eles não assistem TV, nem ouvem rádio - por viverem na marginalidade da sociedade. Desconhecem  as belas propostas que o candidato em questão apresenta nestes horários, com voz suave e cara de bom moço, morando nesta situação talvez nem saibam que existe um horário político obrigatório nos meios de comunicação.

A dívida do município é monstruosa e praticamente impagável, isso não tem preocupado os candidatos a administrá-la nos próximos quatro anos, continuam sonhando alto apenas na ânsia de conseguirem nossos votos. Nossa cidade não precisa de novos milagres, apenas alguém responsável e honesto capaz de administrar a situação tentando resolver os problemas que já temos por aqui sem precisar criar mais.

Como 'a esperança é a última que morre', vamos aguardar o resultado do próximo pleito e ver qual é a surpresa que nos reserva.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Eleitor também deve ficar atento em como o candidato votou durante o mandato

Se ele nunca assumiu um cargo na política, é preciso saber onde trabalhou e se não teve problemas durante a gestão. Muitos sites de ONGs trazem informações sobre os concorrentes.


Clique aqui e confira os PROJETOS DE LEIS que os candidatos a reeleição como vereadores apresentaram durante os últimos quatro anos.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Estudante da Brasilândia é eleita miss periferia em SP

Marleyse Morais (moradora da Brasilândia)
Folha de S. Paulo
Depois de tomar um calote dos organizadores de um concurso de beleza negra, em 2010, a estudante Marleyse Morais, 20 anos, jurou que nunca mais competiria por coroa alguma. Mudou de ideia e, anteontem à noite, foi eleita a mais bela das "quebradas" paulistas em um concurso organizado pela Central Única das Favelas, o "Top Cufa Brasil 2012".
Moradora da Vila Brasilândia (zona norte), a jovem de "quase" 1,71 m e rosto de boneca se inscreveu na competição pelo Facebook e foi uma das 22 selecionadas entre 800 meninas da capital, da Grande SP e do litoral.
A final será no mês que vem, no Rio, contra representantes de todos os Estados. A vendedora ganhará contrato com uma agência e book de fotos.
As escolhidas foram pegas em casa de manhã cedo e levadas de van à Casa das Caldeiras, na Barra Funda (zona oeste), onde desfilaram primeiro de jeans e camiseta e depois, de biquíni.
Na "fila A", jurados convidados como a cantora Sandra de Sá e o estilista Jum Nakao fizeram anotações em uma planilha que incluía charme e desenvoltura nos quesitos.
Com a bênção deles, Marleyse desbancou beldades como Laís Natália, 18, de São Miguel Paulista (zona leste), e Pamela Lino, 21, representante do Jardim Panorama, na região do Morumbi (zona oeste) --segunda e terceira colocadas, respectivamente.
Estudo
"Ralo muito para pagar as contas", desabafa ela, que emenda noites trabalhando em baladas com dias em estandes de feiras. Tudo de salto alto. É com esse aperto que consegue pagar o curso de biomedicina na Uninove.
A estudante mora com a mãe e com o irmão em uma casa alugada no bairro da Brasilândia.
Matéria publicada originalmente no Jornal Agora São Paulo

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