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quinta-feira, 1 de março de 2012

Boliviana suspeita de abandonar filha no supermercado Bergamais vai para a Fundação Casa

Adolescente disse à polícia que deixou criança por vergonha. 
Filha é fruto de relacionamento com sobrinho da jovem.

Paulo Toledo PizaDo G1 SP

A boliviana suspeita de ter abandonado a filha em um supermercado na Zona Norte de São Paulo na terça-feira (28) será encaminhada para a Fundação Casa nesta quinta (1º), segundo a Polícia Civil. A adolescente de 15 anos foi detida no início da tarde, em uma casa no bairro Imirim, também na Zona Norte.
De acordo com o delegado Cosmo Stikovics, da 4ª Delegacia Seccional, a jovem contou que abandonou a filha por vergonha. “Disse que recusou o bebê porque ele é fruto de um relacionamento que teve com um sobrinho.”
Segundo o delegado, a jovem está há seis meses ao Brasil para morar com uma irmã e um cunhado e trabalhar em uma confecção. O pai do bebê, que também é adolescente, continua vivendo em uma cidade no interior da Bolívia.
Os policiais chegaram até a jovem após conseguir imagens do circuito interno do supermercado. Às 19h15 de terça, as câmeras do estabelecimento mostram uma mulher com o carrinho e o bebê na cadeirinha. Ela usa um boné pra esconder o rosto. Por 25 minutos, circula pelas gôndolas, como se estivesse fazendo compras. Às 19h40, atrás dos pilares, abandona a menina. Por causa da posição da câmera, não é possível ver o exato momento em que ela deixa a criança e vai embora.
O rosto, porém, ficou gravado nas imagens. “Procuramos pelos estabelecimentos próximos para descobrir o caminho percorrido por ela. Assim, conseguimos chegar à sua casa”, disse Sticovics.
Ainda de acordo com o delegado, a jovem mostrou-se arrependida. “Ela disse que vai lutar para conseguir a guarda da filha.” Ao ser encontrada, a menina, com idade entre 1 e 2 meses, foi internada no Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha. Ela recebeu alta na manhã desta quinta e foi encaminhada pelo Conselho Tutelar para um abrigo no bairro da Casa Verde. Ela passou a ser chamada de Laura. Cabe agora à Justiça definir tanto a pena para a adolescente quanto o destino da criança.
Fonte: Portal G1/SP

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