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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Incêndio destrói ao menos 45 barracos em favela na zona norte

Matéria publicada originalmente pela Folha de São Paulo

Incêndio destruiu vários barracos em favela na zona norte

Ao menos 45 barracos foram destruídos por um incêndio de grande proporção que atingiu uma favela na manhã desta quarta-feira (31) na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Ninguém ficou ferido.

Cerca de 13 carros do Corpo de Bombeiros foram acionados por volta das 6h30 para controlar o incêndio na favela Jardim Paraná, que fica na rua Firminópolis.

A chuva que atinge a capital paulista ajudou os bombeiros a controlar o incêndio mais rapidamente. Às 7h20, a corporação já havia extinto o incêndio e começava a resfriar o material queimado para evitar novos focos.

O incêndio atingiu uma área de aproximadamente 1.500 metros quadrados da comunidade. Os bombeiros também tiveram dificuldade para acessar o local já que os barracos ficavam muito próximos e por ter muitas vielas.

Segundo os bombeiros, ninguém ficou ferido. Enquanto parte da equipe combatia o fogo, alguns bombeiros mandavam os moradores deixarem as casas. Os moradores tentaram salvar o que podiam, como eletrodomésticos, que foram colocados para fora das casas.

As causas do incêndio ainda serão investigadas. A Defesa Civil do município foi deslocada para o local para realizar o atendimento aos desabrigados.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Professores anunciam paralisação para o dia 26 (sexta-feira) na rede municipal


Cartaz afixado à porta da EMEI Professor Arlindo Veiga dos Santos, no Jd. Centenário, avisa aos pais que não haverá aula devido a paralisação.

Sem fiscalização, ambulantes estão voltando a região do Largo do Japonês


Sem fiscalização e a tradicional ronda de Policiais Militares que integravam a "Operação Delegada", que há muito não são vistos pela região, os camelôs estão voltando aos poucos.

Um carrinho de lanches, uma banca de confecções e outra de frutas são instaladas diariamente ao lado da agência do Bradesco na av. Itaberaba. O local antigamente era totalmente ocupado por ambulantes que foram retirados do local na legislatura anterior e, por muito tempo foi mantido a "Operação Delegada" que possivelmente deixou de existir na região.

A responsabilidade pela fiscalização no local é da Subprefeitura da Casa Verde/Cachoeirinha.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Buraco na avenida Inajar de Souza prejudica travessia de pedestres

Atualizado em 29/08/2016 - 9,40 horas

Faixa de pedestres na altura do número 4750 da Inajar de Souza (sentido centro).
Durante o mês de abril, deste ano, a prefeitura maquiou a via no trecho entre as avenidas Itaberaba e General Penha Brasil, com a finalidade de implantar um corredor exclusivo para ônibus. Ignorando o desgaste e os buracos existentes por todo o trecho, foi recapeada apenas a faixa que seria utilizada pelo corredor de ônibus, como mostram fotos seguir:

Amostra da situação precária da via de rolamento que teve apenas a faixa do corredor recapeada (foto de 04/2016)
Faixa de pedestres que teve o buraco tapado por ocasião da pintura das faixas (foto de 04/2016)
Quem circula pelo trecho da avenida, nos dois sentidos, pode testemunhar o estado crítico em que se encontra o asfalto pela região. Vale salientar que na mesma avenida no trecho em que foi inagurado recentemente o corredor de ônibus, a pista foi totalmente recapeada em quase todo o trecho, mostrando o tratamento que é dado as regiões periféricas de nossa cidade.

Nesta data abrimos um protocolo com solicitação de reparo no local acima pelo SAC da prefeitura, que levou o número 14090408, encaminhada para a Subprefeitura da Casa Verde/Cachoeirinha.

Atualização:

Serviço executado parcialmente, falta a pintura das faixas


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Seu bairro, nossa cidade - Vila Nova Cachoeirinha

Matéria original - CBN/SP



Reportagem: Evelin Argenta 

No cemitério o cenário é de falta de iluminação noturna e lixo espalhado, o que atrai urubus.

Também há problemas de moradia apontados pelos moradores. O índice de favelização está entre os dez maiores de São Paulo. No total, 22% das casas estão localizadas em áreas de favela, cerca de 11 mil moradias.

O distrito de Cachoeirinha também não tem nenhum CEU. Um terreno abandonado há anos até foi levantado pelos moradores como opção para a construção do equipamento.

O CEU mais próximo fica no distrito de Brasilândia, que faz limite com Cachoeirinha, mas dependendo da região fica longe para alguns moradores. Uma unidade poderia ajudar na formação dos jovens para conseguirem emprego, já que 14% dos jovens entre 15 a 29 anos não têm emprego.

Outro tema referente à educação que é demandado pelos moradores é a reativação do Telecentro, desativado em 2013. Ele foi usado como abrigo temporário, mas atualmente está fechado.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Cachoeirinha, Renato Martins, contou que o equipamento era importante para estudantes da rede pública que usavam o espaço para pesquisas e trabalhos escolares e também para o público idoso, que fazia cursos de aperfeiçoamento.

Cachoeirinha é considerado um distrito dormitório para muitos moradores. Muita gente trabalha no Centro e precisa se deslocar diariamente até lá. A principal opção é a Avenida Inajar de Souza, que praticamente vai do Parque da Cantareira até a Marginal Tietê.

Um corredor de ônibus foi entregue nesse ano para fazer o transporte público andar mais rápido, mas possui um gargalo no trecho final, próximo ao terminal Vila Nova Cachoeirinha, onde o corredor sai do canteiro central e vai para o lado direito.

Os ônibus articulados ficam atravessados no meio da avenida e causam um grande congestionamento. O advogado Paulo Cahin, que mora há 30 anos na região, diz que, além disso, a qualidade do asfalto deixa a desejar. Até o terminal, o asfalto é bem feito e há iluminação nas paradas. Depois, há buracos, pontos sem proteção e falta de sinalização.

A Vila Nova Cachoeirinha não conta nem com Metrô nem a CPTM. As obras da Linhas 6-Laranja que ligam a Brasilândia até a estação São Joaquim, no Centro, só devem ficar prontas em 2021.

A falta de zeladoria na região também foi apontada pelos moradores como um problema. No Largo do Japonês, área conhecida de comércio, o lixo é gerado pelos próprios comerciantes, que abandonam caixas e embalagens diariamente na rua. Segundo o comerciante Massayoshi Furuno, a limpeza não é feita todos os dias.

O aumento da população de rua também gera reclamações. A maior parte deles dorme na Rua Julião Ferreira da Silva, em frente a agências bancárias e do Terminal Cachoeirinha.

O distrito localizado na Zona Norte está entre os 20 mais populosos de São Paulo e tem 157 mil habitantes, distribuídos em 23 bairros. A maioria deles, 63%, pertence à classe C. A renda média é uma das mais baixas, de R$ 874, e está na posição 71 do IDH, dos 96 distritos da capital.

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